(Ler parte 1)
Nos anos 90, foram lançados alguns dispositivos que permitiam a portabilidade da informação pessoal e de dados, numa verdadeira revolução da mobilidade. Deixou de ser necessário carregar o portátil (na altura, pesados e com fraca autonomia) ou introduzir manualmente no computador ao final do dia as anotações e compromissos da agenda de papel (os conhecidos planners). Como a informação era digital, esses dispositivos passaram a ser conhecidos como Personal Digital Assistants (assistente pessoal digital), ou simplesmente PDA’s. Os PDA’s divergem muito das vulgares “agendas electrónicas” já que são compatíveis com a maioria das aplicações de produtividade encontradas nos computadores pessoais, permitem a sincronização com as mesmas e possuem funções avançadas, como edição de documentos, acesso ao email e a customização/adaptação às necessidades do utilizador através da instalação de programas ou da definição de parâmetros como o acesso à rede interna da empresa. Um outro pormenor é a própria interacção com o dispositivo, a maioria através de um ecrã táctil onde o utilizador através de uma caneta ou com o dedo pode seleccionar, abrir e interagir com a aplicação. A própria introdução de dados foi revolucionária, o conceito de teclado deu lugar ao reconhecimento da grafia do utilizador, embora que alguns dispositivos possuem eles próprios teclados físicos e virtuais embutidos. São exemplos deste tipo de dispositivos o Apple Newton e Palm Pilot numa primeira fase e depois dispositivos como o HP iPAQ, Acer N35, etc, aparelhos que possuem funções tão variadas como o acesso à internet via wifi, tecnologia bluetooth, reconhecimento de impressões digitais ou GPS. Tudo isto além das funcionalidades referidas, ou seja, edição de documentos, manutenção da agenda, email e por aí fora.
Embora o email ou instant messanging sejam formas de comunicação, o principal meio de contacto entre o utilizador e o mundo continua a ser o telemóvel. A junção destas duas vertentes, PDA e telemóvel, começou com a possibilidade de sincronização entre ambos via bluetooth ou infravermelhos mas rapidamente os fabricantes chegaram à conclusão que o futuro estava na convergência de ambos num único dispositivo. Um dos primeiros aparelhos a surgir foi o Treo 90 pela mão da Handspring. Com um teclado qwerty físico facilmente acessível com os polegares e comunicação de voz e dados incluída, não só o utilizador podia editar facilmente a sua informação ou mostrar a mesma ao cliente, como poderia receber novas actualizações e dar o seu parecer em movimento. Muitos outros surgiram a partir do Treo 90, incluindo versões mais recentes da série como modelos de outros fabricantes ou diferentes sistemas operativos. Neste momento, o mercado dos PDA-Phone está dominado pela HTC que utiliza o sistema operativo Windows Mobile Phone Edition mas outros fabricantes detêm ainda alguma força, como por exemplo a Palm com o seu Treo (PalmOS e windows mobile) e alguns modelos da HP, Eten e outros.
Neste domínio, pela funcionalidade acrescida face ao telemóvel, considero os PDA-phone como o grande invento que revolucionou a comunicação. É certo que o telefone fixo foi muito importante no seu tempo mas o PDA-phone, ao congregar num único dispositivo praticamente todas as formas de comunicação existentes (telefonia, email, etc), criou ele próprio todo um novo conceito. O utilizador não está limitado à comunicação por voz ou escrita, mas pode decidir como e quando quer comunicar.
Fim da Parte 2
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