Uma vez mais, agradeço à equipa do PocketPT.net pela disponibilização do software em teste.
A SPB Software House é uma das principais empresas de software para Windows Mobile da actualidade. Fundada em 1999 em São Petersburgo, na Rússia, a companhia oferece mais de 100 títulos de software para PocketPC e Smartphone distribuídos pelas várias categorias, quer em software destinado ao utilizador final, quer em software destinado ao mercado empresarial.
O leque de ofertas da SPB inclui programas vencedores do Best Software for PDA 2006 e 2007 pela Shareware Industry Conference para os títulos SPB Diary e SPB Mobile Shell, respectivamente. O objectivo principal da companhia é melhorar e aumentar as funcionalidades do PDA como ferramenta de trabalho e entretenimento através do software. Com os programas da SPB, o utilizador é capaz de gerir melhor os seus compromissos, ter acesso ao estado do tempo e às notícias, utilizar o PDA através de uma interface mais intuitiva, entre outras tantas funcionalidades que se tornam essenciais na opinião de muitos utilizadores.
Mais recentemente, a SPB lançou um novo produto no segmento dos programas de gestão de informação confidencial: o SPB Wallet.
A companhia tem concorrência de peso nesta categoria de produtos. Empresas como a Ilium e o seu eWallet ou a SplashData com o seu SplashID, constituem fortes adversários que iniciaram a batalha com a vantagem de alguns anos. Será que o SPB Wallet merece a devida atenção dos novos utilizadores ou a migração dos que usam software da concorrência?
O SPB Wallet

Antes de mais, convém definir o segmento de software que este título faz parte. Software de Gestão de Dados Confidenciais é um tipo de software que utiliza um forte sistema de encriptação aliado a uma palavra-chave para guardar dados confidenciais e importantes para o utilizador em que só este poderá ter acesso. Para dar um exemplo, com este tipo de programas podemos guardar informações relativas às Contas do Banco, senhas de acesso, PIN’s e outras informações sensíveis que não podem ficar guardadas num apontamento das Notas ou numa folha de Excel.
Actualmente na versão 1.0,1, o SPB Wallet utiliza um sistema de encriptação AES de 256-bit que garante um elevado nível de protecção. Não obstante, a password definida pelo utilizador terá de ser ela própria segura e difícil de memorizar por 3ºs para garantir eficácia na protecção. Neste sentido, o próprio SPB Wallet indica o nível de protecção da password escolhida – fraca, normal e forte – de forma a permitir ao utilizador alterar para algo mais difícil de quebrar através de ataques de força-bruta. Só para referência, uma boa password mistura números, letras e caracteres especiais (#$%& etc.).

Nesta review, optei por fazer uma análise mais geral, descurando pormenores de como criar um novo cartão ou pasta no software (para isso existe o manual) mas realçando os pontos fortes deste programa face aos programas da concorrência.
Utilização
Antes de utilizar o software, o utilizador tem de definir uma “carteira”, ou seja, a base de dados onde irá colocar as informações sob a forma de um cartão. Um detalhe que gostei foi a facilidade com que se importa os dados de outros programas, nomeadamente do eWallet. Cerca de 90% dos meus dados foram importados sem problemas, mas o SPB Wallet não foi capaz de diferenciar os “templates” (ou categorias de informações personalizadas) dos dados standard. Todavia, foi fácil adaptar novamente os campos de informações de um software para outro. Achei a migração do SplashID para o eWallet muito mais difícil, só para comparação.


O SPB Wallet tem uma versão desktop que recomendo vivamente, já que ao efectuar a sincronização temos sempre uma cópia no computador caso algo corra mal no PocketPC. No programa do Desktop podemos efectuar qualquer acção, nomeadamente criar novos cartões com dados, pastas, alterar ícones ou mesmo criar um cartão personalizado. Neste capítulo, é com pena que vejo que a SPB utiliza novamente o sistema americano (embora seja compreensível) e não diferencia dos sistemas dos outros países. Por exemplo, além do facto que todos os cartões são de “design” americano, falta um modelo de cartão de contribuinte, Bilhete de Identidade com todos os campos de informações, entre outros exemplos que são específicos da União Europeia ou mesmo de Portugal. Neste ponto, o eWallet ganha pois os modelos são mais genéricos, embora o SPB Wallet tenha vantagem no design dos cartões válidos em todo o mundo (VISA por exemplo).



(eWallet)
Um outro ponto forte neste software são os ícones, achei-os mais cativantes e adequados do que os congéneres do eWallet.

Em relação à facilidade na introdução dos dados num novo cartão, o grau de facilidade e curva de aprendizagem é semelhante nos programas da Ilium e da SPB, mas o eWallet tem a vantagem de se poder alterar na mesma caixa de diálogo os nomes dos campos de informação e salvar, caso queiramos, como um novo template. No SPB Wallet temos de obrigatoriamente começar a criar um novo template e adicionar campo por campo, o que dá mais trabalho.
(eWallet)

É curioso ver a grande similaridade do design do SPB Wallet com o eWallet, inclusive a interface no PDA. Será que houve um acordo entre as duas companhias? A imagem seguinte é do eWallet e depois é a do SPB Wallet.


No PDA, quem já utilizou o eWallet não nota diferença nenhuma: ao iniciar o programa temos de introduzir a password da carteira, podemos ver as várias pastas em árvore ou através de ícones, inclusive os cartões abrem da mesma forma e os dados confidenciais aparecem sob a forma de asteriscos (****) pelo que temos de clicar com a stylus para os ver. A versão PDA também permite criar novas carteiras, cartões, editar propriedades, etc que são sincronizadas com o desktop caso o utilizador o queira fazer.




Conclusão:
O SPB Wallet é um programa fácil de utilizar, integra de forma simples mas poderosa as informações sensíveis e pessoais, permite a importação directa dos dados de outros programas sem grandes problemas e aposta no design e “eye candy” visual dos ícones e cartões para cativar os utilizadores. Pena que a grande maioria dos mesmos sejam baseados no sistema norte-americano.
Para um utilizador que tem uma licença do eWallet, o meu conselho é não mudar. A similaridade entre os programas permite-me concluir que são poucas as vantagens da migração e o design do SPB Wallet não vale o custo das licenças de ambos os softwares – a licença do SPB mais a licença do eWallet, já que o utilizador deixa de o usar. Além disso, se possui muitos dados em templates personalizados, é menos esse trabalho que tem de efectuar.
Para os novos utilizadores, o SPB Wallet é recomendado porque a curva de aprendizagem é reduzida e herda todas as funcionalidades de outros softwares à mais anos no mercado, além de ter o selo de confiança da SPB.
Pontos Positivos:
- Design dos cartões e ícones;
- Facilidade de utilização;
- Grau de protecção;
- Compatibilidade com outros programas.
Pontos negativos:
- Design muito “americano”;
- Criação de novos cartões personalizados não tão simples como a concorrência.
Nota Final: 7.5/10
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